Bactéria super-resistente assusta médicos
O uso indiscriminado de antibióticos pode ter criado vários monstros que, apesar de invisíveis a olhos nus, podem levar a morte crianças, jovens e adultos de todas as idades. As super-bactérias como são chamadas essas formas de vida que são encontradas principalmente em hospitais, estão a cada dia que se passa assustando cada vez mais as pessoas, e até mesmo os médicos e cientistas ainda não sabem o que fazer para tratar os pacientes que acabam tendo contato com esse tipo de bactéria, que é altamente resistente a antibióticos, e daí então surgiu o termo “super-bactérias”. O Mais interessante desse tipo de fenômeno é que não se trata de um tipo de bactéria que surgiu de repente, mas sim de uma mutação nos genes de bactérias comuns.
Apesar da resistência a antibióticos ser algo comum entre as bactérias, o que assusta e intriga os cientistas é o fato de que, bactérias que sofrem a mutação, causada pelo gene NDM-1 acabam se tornando extremamente resistente, e por essa razão o tratamento acaba sendo muito difícil, e o estado de epidemia ou pandemia podem ser alcançados em pouquíssimo tempo. O gene NDM-1 estava presente nas superbactérias que afetaram cerca de 183 pacientes em um hospital do Distrito Federal em 2010 sendo que, nesse episódio, a bactéria que sofreu essa mutação foi a Klebsiella pneumoniae. Antes disso, em 2009, muitas pessoas que foram até a Ásia para fazerem cirurgias plásticas e algumas apenas a passeio também acabaram contaminadas por uma superbactéria co o gene NDM-1.
Mais recentemente, em 2011, a Europa, Ásia e America do Norte foram surpreendidos pela epidemia causada pela mutação da bactéria E. Coli, que está presente nos intestinos de todos os mamíferos. Apesar de na maior parte do tempo a E.coli ser inofensiva, é muito comum que de tempos em tempos surjam casos de contaminação por essa bactéria. Porém apenas no ano passado é que foi constada a mutação pelo gene NDM-1. A epidemia matou dezenas de pessoas em todo o mundo, dando sinal de alerta para o consumo de carnes, água e alimentos crus. Semanas após as centenas de contaminações, rumores davam conta de que a E. coli havia sido manipulada e a mutação teria acontecido em laboratórios, para que a bactéria fosse usada como arma de guerra, porém tais boatos jamais foram confirmados.
O gene NDM-1 consegue modificar a estrutura do DNA das bactérias com as quais tem contato e, por essa razão os cientistas temem que mais bactérias acabem também sofrendo mutações genéticas. O NDM-1 torna as bactérias super-resistentes a praticamente todos os tipos de antibióticos, inclusive aos do tipo carbapenemas, que já eram utilizados no tratamento de pacientes afetados por outras bactérias resistentes.
O gene NDM-1 estava presente nas superbactérias que afetaram cerca de 183 pacientes em um hospital do Distrito Federal em 2010 sendo que, nesse episódio, a bactéria que sofreu essa mutação foi a Klebsiella pneumoniae. Antes disso, em 2009, muitas pessoas que foram até a Ásia para fazerem cirurgias plásticas e algumas apenas a passeio também acabaram contaminadas por uma superbactéria co o gene NDM-1.
